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O Brasil entre o abismo e a
Liberdade Por Marília Santos de Castro Bertoluci A distância do Brasil em relação
aos países desenvolvidos não parou de aumentar nos últimos anos. O país que
sempre foi “o país do futuro” está cada vez mais um país “do passado”,
dominado por idéias retrógradas, crescendo cada vez
menos e sendo superado de longe por países que poucos anos atrás se
encontravam em situação pior que a brasileira. Chile, Índia e China, são
alguns dos exemplos de países que, por tomarem a decisão de ampliar cada vez
a liberdade em suas economias, desfrutam de maiores e crescentes taxas de
desenvolvimento a cada ano. Temos o Brasil hoje em direção oposta aos
ideais liberais e nas mãos de políticos incompetentes e desonestos. Luís
Inácio Lula da Silva, atual presidente, e candidato
da esquerda à reeleição (veja o plano de governo em http://www.lula.org.br/home.php)
vem fazendo um governo com uma impressionante e interminável lista de
escândalos e corrupção (para maiores e assombrosos detalhes basta abrir
qualquer edição dos principais jornais e revistas brasileiros nos últimos
anos). Lula, o candidato da esquerda, é um populista que tem estreitas
relações com os senhores Hugo Chávez e Evo Morales (sugere-se leitura
dos sites www.midiasemmascara.com.br
e www.olavodecarvalho.org, do
filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, com incríveis esclarecimentos do comprometimento
do atual governo com o foro de São Paulo), tendo
este último desrespeitado não só seu amigo Lula, mas toda a nação brasileira
com o episódio do Gasoduto, ao qual o presidente brasileiro foi omisso e submisso.
Entretanto,
pode haver uma luz de esperança no horizonte, pois o país está vivendo um
momento crucial, capaz de decidir definitivamente seu futuro. No momento, o
Brasil se encontra frente a uma batalha que pode ter conseqüências
salvadoras (ou desastrosas para o futuro da nação, caso as pesquisas de
opinião venham a se concretizar): o segundo turno das eleições presidenciais.
Felizmente,
as pesquisas de opinião dos eleitores já se mostraram equivocadas para as
previsões do primeiro turno, pois apontavam uma vitória esmagadora do atual presidente candidato à reeleição. No entanto, o
resultado proporcionou a chance de um novo embate,
onde Geraldo Alckmin, o candidato que prega um
Brasil decente, junto à bandeira da liberdade, livre iniciativa e respeito a
propriedade privada (proposta de governo disponível em http://www.geraldo45.org.br/metas/ ) enfrenta a esquerda de Lula. Geraldo
Alckmin é homem sério, com longa experiência
administrativa. Ex-governador de São Paulo, o maior estado brasileiro, onde
deixou a marca de um governo de competência, seriedade e redução dos gastos
públicos. Geraldo é um médico que dedicou sua vida ao trabalho da
administração pública bem-sucedida, carrega em sua
campanha a bandeira dos ideais liberais, e se propõe a transformar o Brasil
em país capaz de atingir o desenvolvimento, com menos impostos, respeitando a
propriedade privada, e a livre iniciativa. Do outro lado, temos novamente o
Lula dos escândalos, que acoberta “movimentos sociais” que colocam em risco a
liberdade e a propriedade privada, um homem que muito pouco trabalhou em sua
vida, um ex-sindicalista baderneiro que se orgulha
de sua baixíssima escolaridade, e que envergonha a nação fazendo seus famosos
pronunciamentos estapafúrdios e vexatórios. A
escolha entre os dois candidatos parece óbvia e muito simples, mas o que
vemos nos resultados do primeiro turno das eleições é um Brasil dividido em
dois: o Norte e Nordeste são Lula; e Sul e Sudeste são Alckmin.
Esta divisão de opiniões se deve ao fato dos estados onde Lula desponta serem
onde se encontra maior contingente de eleitores analfabetos ou com baixíssima
escolaridade, e onde estão os piores índices de desenvolvimento econômico. Esses eleitores, que vêem em Lula sua imagem e
semelhança, não medem as conseqüências desastrosas
dessa identificação. Hoje,
o Estado brasileiro inchado e usurpador que sobrecarrega a economia
Brasileira com abusivas taxas de impostos (veja a situação abusiva dos
impostos no Brasil em www.aclame.com.br),
a grande bandeira da campanha de Lula, o programa “Bolsa-família”,
fornecido para 11,1 milhões de famílias e que promete ser ampliado (dados do
próprio candidato, disponível em www.lula.org.br)
nada mais é que uma esmola vergonhosa que faz o povo se vender barato ao
governo populista, um programa que não traz nenhum real benefício de longo
prazo. Tristemente,
esses supostos “beneficiados” não têm condições de entender que o Bolsa-família é uma demagogia que extermina a esperança
de um futuro digno, pois a esquerda demagógica deseja, na verdade, mantê-los
nessa situação de esmoleiros, e de preferência,
cada vez mais aumentar o contingente de miseráveis, pois assim estariam cada
vez mais garantindo eleitores. A política esquerdista não tem condições de
gerar desenvolvimento econômico e nem pretende
buscá-lo, pois não quer fomentar a liberdade, a livre iniciativa e o empreendedorismo que fazem a economia funcionar,
permitindo mais e melhores empregos, os empregos que trariam dignidade ao
povo, tirando-o da condição de mendigos do governo. Para
sustentar a demagogia esquerdista, todo o povo brasileiro, em todas as
classes sociais, está sendo sugado por impostos abusivos, principalmente nas
classes mais pobres, onde a esquerda criou uma mentalidade contrária à
realidade, fazendo-os acreditar que “só ricos pagam impostos”, não percebendo
que os impostos os tornam ainda mais pobres e miseráveis. Por isso, quanto
maior o grau de instrução das regiões brasileiras maior a aceitação de
Geraldo Alckmin, o que explica sua vitória nos
estados brasileiros com maior grau de desenvolvimento e melhores índices de
escolaridade. O
Brasil precisa desesperadamente de mais Liberdade, menos Estado, impostos
reduzidos e instituições fortes, com mais respeito à propriedade privada e
aos contratos. A maioria da população do Sul e Sudeste sabe disso e anseia
por um governo com os ideais liberais. A possibilidade do novo embate nas
eleições presidenciais é um sopro de esperança que poderá trazer a
desesperadamente necessária Liberdade, mas somente o bom senso e a
racionalidade em grande escala nos salvará...
Marília
Santos de Castro Bertoluci A
autora é economista e Mestre em Administração de Empresas. Cidadã brasileira
e portuguesa, é empresária no Brasil e associada do
Instituto de Estudos Empresariais -IEE. |